quinta-feira, 7 de abril de 2016

DA SÉRIE: NÃO OFERECE QUE EU COMO

Da série: Não oferece que eu como!

As redes sociais são um fenômeno interessante, mesmo que saíbamos que somos o extrato mal acabado do fingimento, pois somos o que não somos ou nos apresentamos como se não fôssemos na vida real,  até mesmo somos, mas nos escondemos no armário. Somos atores, atuamos para uma platéia de atores amadores para quem compartilhamos nossos pensares e, retribuimos com figuras emblemáticas, que transmitem sentimentos de aprovação ou reprovação. Rimos da desgraça alheia,  da falta de informação, cultura,  ou até mesmo de nós mesmos. Pois somos todos, o  ser e estar ator. Nos travestimos de personagens à guisa de um bom ou mal momento. Não importa. Somos, contraditórios, conselheiros, sedentos de paz e justiça, mesmo não enxergando as diferentes opiniões, vale tudo,  menos sermos contrariados. Somos os paladinos da fé e da coragem,  do novo Aeon,  o roxo do arco íris, mitigantes da bondade e da esperança. Somos atores de uma peça teatral coletiva.
Somos os filhos das redes sociais,  apadrinhados pelas mídias, os famosos quem do imediatismos, somos as celebridades que as redes promovem em alguns poucos minutos de sucesso; a foto sensual, a foto em família, o canto atravessado e desafinado, o bico de pato, os ridículos, os lindos e os feios, os falsos e os verdadeiros, o certo,  e os errados, a direita e a esquerda, mal resolvidas, o álbum de família, o corno, a vadia, a periguete, o sério, o falso,  o oprimido, o rico e o pobre, a menina que se irrita com um comentário em sua foto semi nua, de elogio à loucura coletiva e social.
Somos a nuvem passageira, o obséquio e o objeto egoísta narcisista.
Somos o reflexo de nós mesmos no espelho virtual.

Salim Slavinscki
07/04/2016

Nenhum comentário :

Postar um comentário

Postagens populares

Postagens populares