Incompreensíveis e indomináveis hormônios, tubérculos da puberdade adolescente, onde qualquer calcinha pendurada no varal, não sendo de parente, aguça o tesão da gente.
Meninidade, a voz mudando, pêlos acobertando pecados nem tão originais. É com a direita, é com a canhota, banho demorado que tudo molha.
A menina da escola, da catequese, da aula de datilografia - você não conhece, nem acredita - dos cadernos de questionários, respostas mal escritas.
A primeira vez que segurou a mão, querendo que todos saíbam, só que não. O coração batendo tão forte, querendo perder a razão. Os sonhos eróticos, a revistas do Zéfiro, o mundo numa noite, dia de perder o chão.
O primeiro beijo escondido, o primeiro olhar, a boca aberta, a língua tesa, travada, todos os sentidos aguçados, o medo de pecar.
O primeiro amor, que como uma flor, se desabrochou e logo morreu...
O primeiro amor
Salim Slavinscki
03/04/2016
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