Há anos, muitos anos mesmo, deixei de me importar com as coisas da copa do mundo; o clima envolvente, aquela aura, a alegria desmedida, vestir-me com as cores vibrantes da bandeira, juntar amigos e assistir às partidas, regada a cerveja e comendo churrasco. Tudo isso ficou para trás. Não tenho a mesma gana de antes, o mesmo tesão. Gosto de futebol, aprecio com moderação, embora nem sempre contida; tenho lá meus momentos de rasgar a fantasia, todavia, isso deixou de ter uma importância ou certa relevância para mim.
Hoje tenho uma visão mais crítica em relação à Copa do Mundo, principalmente essa em que a sede é o Brasil. Concordo com as manifestações contrárias, sem as desmedidas demonstrações de violência. Infelizmente, essa que seria uma festa para os povos, está deixando uma conta enorme, e quem vai pagar, seremos nós, o povo brasileiro. Gastos desnecessários em algo que não vai deixar absolutamente nenhum legado. E nenhum outro esporte teve ou tem esse mesmo investimento, atletas e esportistas são relegados em detrimento a copa. As olimpíadas estão à porta, e será mais um filão de roubalheira. E os atletas continuam a não ter nenhuma visibilidade.
Os problemas sociais, a falta de infraestrutura e investimento na saúde, educação, segurança pública, continuarão, permanecerão igual ou pior do que antes da mal fadada Copa.
A dinheirama gasta na construção de estádios privados às custas do erário público, foi desmedida; mesmo sabendo de antemão que clubes beneficiados com as obras, não terão como honrar suas dívidas a médio prazo, e talvez nem a longo. Sem contar a corrupção de A a Z.
Não tenho porque me ufanar, achar que o futebol está acima de tudo e de todos. Ser brasileiro com muito orgulho, com muito amor, não significa estar ou ficar embandeirado e de olhos fechados para os desmandos, para a corrupção, para o descaso com a população, nem muito menos esquecer que as autoridades que proporcionaram a Copa, são as mesmas que irão concorrer às eleições de outubro. A exata noção de patriotismo, é justamente enterrar nas urnas, essa sede de poder, essa fome de usurpação, de roubalheira, corrupção desenfreada dos políticos, não votando em candidatos profissionais, não reelegendo candidatos; muito menos dar chances a oportunistas que se aproveitam da fragilidade política desse momento pelo qual a nossa amada nação passa.
Por esses motivos é que não me ufano. A seleção não me representa, não está comprometida comigo enquanto povo. Não demonstram o menor constrangimento diante de tudo que é mostrado na mídia, o comprometimento deles é com o dinheiro que seus patrocinadores estão depositando em suas gordas e polpudas contas corrente
E a FIFA, mentora de tudo isso, quer mais que o povo se dane !
Por isso não me ufano. Gosto mas não engulo, vomito !
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