quinta-feira, 27 de março de 2014

"SALADA DE HORTELÃ, ARDE MAS SÓ FAZ BEM !"

Os árabes, muito contribuíram para a evolução da raça humana, nos mais vários campos; da ciência a gastronomia. Povo muito evoluído; assim como os persas, egípcios, os gregos e os troianos. Quase primos entre si;  muitas das suas descobertas ainda são utilizadas nos dias de hoje. Saúdo-vos !
A hortelã - erva rasteira e aromática, planta da família das labiadas, muito usada na culinária, como complemento ou no tempero de muitos pratos; usa-se também como digestivo in natura ou em chás - transita na culinária, como a sinceridade nas relações humanas, interpessoais, emocionais e sentimentais. Não só sendo um complemento, mas a essência, aquilo que dá a liga, que junta, que aproxima, perfuma, que traz luz e lustro às relações.
Nem sempre muito bem digerida, a sinceridade provoca engulho, náuseas, introspecção, choque, saia justa, constrange. Pois, nem sempre nos preparamos para ouvir aquilo que não queremos.
Somos feitos de "achismos", achamos por conveniência que tudo está bem, quando não está, achamos que somos, quando apenas estamos. Comodismos à parte, nada é finito, mas sim renovável.
Uns estão à busca, à caça da liberdade interior e exterior, das variáveis da felicidade passageira, ou dela em tempo integral, seja por algo material, sentimental, emocional, espiritual, carnal, sexual, mas prazeroso. O ser humano e sua busca constante, do ser ao ser, do estar, da existência, do que lhe aproxime da felicidade, do amor enfim,  sempre e sempre na busca; renovando-se, expondo-se à luta incessante do seu "eu" interior, contra os moinhos de vento.
A hortelã é o contra ponto, tenra, macia e ao mesmo tempo ardente, junta os sabores, perfuma, aromatiza, fazendo com que possamos digerir até mesmo os pratos mais pesados e condimentados da vida.
E viva a liberdade !

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