sábado, 19 de novembro de 2011

" DEUS HÁ DE PERDOAR "

Dias atrás, andava meio taciturno, jururu, qualquer coisa era motivo para explodir; a paciência( virtude que não tenho ) era zero. As coisas caminhavam um passo adiante e dois pata trás. O dia mal nascia, e eu já queria que ele terminasse. Quem já não teve ou vivenciou um período assim ? Ouso pensar que muitos. Mas já que está dentro, o melhor é relaxar e ...
Existem coisas na vida que vem ao nosso encontro só para nos testar, ver até onde podemos ir, se estamos calejados , preparados para as situações adversas, e adversidade é o que mais cruza meu caminho. Tem um ditado antigo,  que diz assim : Fulano jogou pedra na cruz, por isso tá ferrado !  - Eu literalmente joguei pedra na cruz .Vou lhes contar.
Eu contava mais ou menos uns 4  ou 5 anos de idade, e perto de minha casa havia uma igreja, então eu minha irmã e duas primas mais velhas, brincávamos no pátio dessa igreja. Á esquerda da entrada principal, havia um coreto. E nós em nossa mais pura inocência, fazíamos desse coreto um banheiro exclusivo. E para alcançá-lo, tínhamos de subir por uma pequena escada ou ponte de madeira, não me lembro muito bem. Certo dia estávamos a brincar , quando subitamente tive vontade de desaguar, de aliviar, de abrir a torneirinha, de dar uma caldo, de fazer xixi, de dar um mijão, era uma vontade incontrolável, então me lembrei de nosso "banheiro" particular, rumei em sua direção e atrás de mim, minha irmã e primas; todos correndo para ver quem chegaria  primeiro        ( criança é competitiva até na hora de mijar ). Para nossa surpresa, a escadinha não estava lá, haviam retirado. E agora ? A vontade fazer xixi se misturou a outra. Agora todos estavam com vontade de fazer o nº 2. Talvez a situação tenha mexido com nossos intestinos. Ficamos com tanta raiva que a caganeira foi coletiva. Soltamos o "barro" e o xixi atrás de uma pilha de blocos de tijolos. Na saída, como forma de protesto, peguei uma pedra ,  não muito grande e arremessei na direção do cruzeiro  que ficava em frente à igreja, a pedra bateu na cruz e voltou na minha direção, quase acertando-me a cabeça. Saímos correndo. Só voltei lá, 24 anos depois, quando da celebração da missa de sétimo dia do passamento de meu pai .  Cheguei e nem olhei para os lados, passei cabisbaixo e entrei na igreja, numa atitude de desconforto, pois para mim,   a qualquer momento  o padre surgiria a procura dos cagões misteriosos.

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