Tem dias que sou abatido pela melancolia, pela saudade; acordo meio triste e sem saber o por quê, qual o motivo de tanta angústia que me leva a ficar tão down. Mas à medida que as horas passam, que o dia vira tarde, aos poucos essa situação vai se amainando. Para a melancolia só conheço um remédio, a música, ela nos acalma, nos alegra, nos deixa mais felizes, enfim ouvir música faz bem para o espírito, para a alma nas suas inquietações. E foi ouvindo música, que viajei ao passado e fui relembrando de algumas passagens de minha vida. Vislumbrava pessoas, amigos, conhecidos, vizinhos, coisas da infância e da juventude; algumas bem engraçadas, outras muito tristes, mas que fizeram parte de minha vida, do meu crescimento como ser humano.
Foi numa dessas reminiscências, nesse vagar de pensamento, que fui aos poucos lembrando de pessoas que ficaram marcadas no meu coração e na minha memória seletiva, uma dessas é meu inesquecível amigo Emydio; amigo, confidente, conselheiro, parceiro de poesias, prosopopeia e presepadas, aventuras e desventuras. Havíamos perdido o contacto há pelo menos 15 anos, e como passaram depressa e despercebidamente a ponto de meu coração doer de saudade. Você já ficou assim ? Então você sabe do que falo. Falo do vazio que fica em nossas vidas, quando do sumiço de amigos ou da perda do contacto com eles. E a vida moderna nos distancia e nos aproxima, basta um click numa das teclas do nosso PC que podemos encontrar esses amigos. Comece pelas redes sociais, você sabe né ? Orkut, face, Twitter, msn, e-mail, olha se você não tem um computador só seu, tente as rádios. Elas, as rádios sempre tem programas para encontrar pessoas, amigos, parentes e coisa e tal. Mas se você se acha moderninho então use mesmo o PC e tente, talvez consiga. Eu consegui, por quê não você ?
Meu amigo Emydio, continua o mesmo cara; trabalhador, guerreiro, casado, paizão e afinado com o seu tempo, não perdeu as virtudes, mas meio sem tempo para escrever ou dedicar-se à poesia. Agora é um empresário, fazer o que né? Alguém tem que trabalhar, e outros escrever. Eu por meu turno resolvi escrever, lido melhor com as palavras do que com o trabalho, isso não significa que eu seja um vagabundo, longe disso, eu só não gosto de trabalhar o tempo todo, todo tempo. Eu e Emydio escrevemos muita coisa juntos, pensávamos que éramos os melhores poetas que a cerveja e o uísque já criaram, infelizmente não tivemos sorte com nossos escritos mas tivemos com a vida.
Por onde estarão Dimba, Fernando Delourence, Sérvio "Magal", Toninho, Ganso, Edvaldo "Pinóquio", "Grandão, Paulo Roberto, Anadege, Verinha, Sonia, Ivanilde, Helena, Grazziano, Edilson J.Lennon, Mabel, Roberto, a memória está falhando...
Esse texto só foi possível, porque meu amigo Emydio me incentivou, pois anda saudoso de amigos e de notícias deles, então enviou-me um e-mail, solicitando que eu escrevesse algo sobre esse tema. O que acho oportuno, pois a saudade teima em não me largar.
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