Ao longo dos anos, fui guardando na memória, as muitas risadas e gargalhadas que dei, relembrando cada fase da infância dos meus filhos. Coisas corriqueiras, mas que só os filhos dão brilho e graça a elas; e que nos fazem cada vez mais, pais-corujas.
Certa vez cheguei do trabalho e recebi uma notícia bombástica, meu filho mais velho havia jogado o peixinho do aquário dentro da televisão, por sorte o aparelho estava desligado da tomada havia 48 horas. O televisor nunca mais funcionou. Indaguei o por quê de tal atitude, ao que ele respondeu, nos seus quase 3 anos de vida, que era para o peixinho ter mais espaço para nadar. Minha vontade era dar uns tapinhas na sua bunda. Mas olhando em volta, percebi que sua mãe, tios e avôs riam da situação. Ri junto.
Minha filha Talyta, tinha uns 2 anos e meio, quando a repreendi veemente por haver aprontado uma das suas, que já nem lembro mais qual o motivo ou motivos; sentou-se ao meu lado na poltrona, e com uma das mãos espalmadas, tocou meus lábios, tapando minha boca, dizendo :
Cabocaaaaaaaa...!! E o papo acabou por aí mesmo.
Igor, meu filho que hoje tem 22 anos, também não era fácil. Dele também tenho uma boa.
Contava ele uns 3 anos, visitávamos seus avós maternos em Barretos, interior de São Paulo. Invariavelmente uma vez por semana, um irmão da igreja de meu sogro, ia à sua casa para ter com ele dois dedos de prosa. Era por volta das 11:30 da manhã, estávamos na sala conversando fiado, eu e meus sogros, a mãe de meu filho estava ocupada dando a ele gomos de laranja, quando o tal irmão, saudou a família e rompeu quintal a dentro, passando em frente janela, parou olhou para dentro e soltou :
- Ô Irgoooooo !!
E o menino percebendo que o visitante não soube pronunciar seu nome, retrucou :
- Ôoo... Irmão fulano, seu corno !!! - Caímos na gargalhada.
Meu quarto filho, o Petter, é genioso, bravo, quando sua irmãzinha chegou em casa, vinda da maternidade, ele passou dias sem falar com a mãe, só queria meu colo e atenção. Estava com ciúme da bebê. Toda vez que passava em frente ao berço da menina, ele virava as costas. Certo dia a bebê estava chorando no berço, havia acabado de acordar, então ele impaciente com o chororô, entra na cozinha, onde está sua mãe e diz a ela :
- Mamãe, sua filha está chorando, a senhora não vai calar a boca dela, preciso nanar ? - Rachei !
Por fim, tem ainda a Maria Luiza, minha caçula. Demorou a falar e a andar. Hoje faz as duas coisas ao mesmo tempo, falar então, é a sua grande virtude; além de trocar o nome das pessoas, inverter palavras. Exigente, insiste com seus sobrinhos, mais velhos que ela, que a chamem de Tia Maria Luiza, e ai daquele que não chamar !
Essas sãos as minhas crianças, cada uma com sua característica, jeitos e maneiras, crescidos, adultos ou não, mas que para mim são, e sempre serão meus bebês, minhas crianças.
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Gostei, filhos e suas histórias.
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