segunda-feira, 2 de julho de 2012

" QUANDO A AIDS CHEGOU "

Estamos aqui ou estávamos aqui !
Esse era o título de um documentário norte-americano que assisti há algum tempo num canal a cabo. Simples assim, mas que no entanto é um documentário que todos deveriam ter a oportunidade de ver , de assistir, de conhecer. Sútil, como uma serpente na sala de estar, como um elefante numa loja de porcelana. Porque o tema ainda é atual, ele fala sobre a Aids. Sim sobre a  Aids. Qual o problema, você acha que ela acabou ? Que se foi da mesma maneira que chegou? Não, ela ainda está entre nós. Não, não é essa que o governo trata como se fosse uma gripe sazonal. Ela está entre nós, sim.
O documentário, com entrevistas e depoimentos de pessoas sensíveis, que perderam amigos, parentes, parceiros, entes queridos no auge dessa pandemia. Ali, eles se desnudam e falam com todo sentimento, todo coração, toda a alma, do amor entre iguais, com a mesma ternura e candura, que nós ditos heteros, talvez não tenhamos, nem esse amor, nem essa coragem de se despir ante as câmeras. Falam das tragédias humanas que essa doença perpetrou; dos sonhos, projetos de vida e de tantos seres inteligentes e sensíveis que ela ceifou.
Quando do advento da síndrome (Aids ), em que cientistas do mundo todo pouco sabiam sobre e  pouco podiam fazer para amenizar as dores dos doentes; nós, os de fora, aceitávamos passivamente a designação pela qual a síndrome ficou conhecida : Peste Gay. Numa sociedade, como a norte-americana e por reboque a nossa, cheias de falsos pudores, de falsos moralismos, isso caiu como uma luva. Puritanos de plantão, espinafraram os gays, os empurram ainda mais para dentro dos guetos.
Você e eu também, não fuja, tivemos medo, porque ela era, e ainda é, uma doença sexualmente transmitida. E à época, no seu auge, estávamos nós todos no mesmo barco. Porque eramos promíscuos, não vá me dizer que não. Tivemos medo sim.
E esse medo nos fez repensar sobre muitas coisas no que diz respeito à nossa sexualidade e ao sexo.
Não vou me alongar mais, procurem o documentário, assistam, vejam, percebam, reflitam.
E viva as diferenças !!!




P.S : O canal é o GNT.

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