"Chegou a hora de caminhar eu vou..."
Esse é um fragmento de um samba, que talvez vocês nem conheçam, mas inadvertidamente ele me veio à cabeça. Ando meio jururu, meio down, por conta das coisas do coração, e essa canção tão antiga, e que na verdade o autor faz uma afirmação de mudança de estado de espírito, pois o que ele queria na realidade, era a alegria dos sambas na quadra da sua escola de samba, tão amada e querida, a Portela. E que me cai muito bem para o momento que atravesso.
Quero amar, não um amor objeto, um amor passageiro, um amor fútil, um amor em que eu não minta, finja, ignore, e não complete, que não seja fugaz, um amor que eu não possa ser recíproco, esse não quero.
Quero sentir a falta, verdadeiramente, sentir o alor do perfume , os cheiros, os sabores, ser presença, parceiro, cúmplice, amante, amado, e todas essas coisas que o amor proporciona às pessoas, aos seres. Mas não, posso ser o que não sou; isso não, o que não posso partilhar é ser egoísta. Isso é falso, e me incomoda. Quero os gostares, os amares; ser flechado e sentir o coração batendo aceleradamente, sentir o sangue passar pelas veias, a boca e a língua secarem. Ouvir o toque do telefone e levantar de imediato. Amar, em síntese é isso. Não vou mais me alongar.
Assim como na canção, do velho samba de Monarco, minha hora vai chegar. Mas sem pressa, sem atropelos, sem enganos, frustrações. Melhor seguir só, do que ser desonesto, com quem me ama.
" Chegou a hora de caminhar,
eu vou
Vou pra Portela, que samba já me chamouuu..."
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